Produtores rurais e funcionários do governo da Argentina estão monitorando a entrada de uma nuvem de gafanhotos no país. Os insetos vieram do Paraguai e, por lá, destruíram lavouras de milho (veja mais abaixo). Agora, a praga avança na parte do território argentino que faz fronteira com o Brasil e com o Uruguai.
Segundo projeção do país vizinho, os insetos podem chegar ao oeste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, oferecendo riscos às lavouras desses estados.
O engenheiro agrônomo da Emater de Uruguaiana (RS), Daniel da Costa Soares, disse ao G1 que a situação é nova tanto para produtores quanto para profissionais da área. “Ainda não temos muita certeza do que vai acontecer, se eles vão entrar aqui ou não, mas já estamos conversando com produtores sobre o assunto”, diz.
A orientação da Emater é que os produtores façam o monitoramento constante das lavouras.
De acordo com o governo argentino, a nuvem chegou ao país no fim da semana passada.
As principais regiões atingidas na Argentina são as províncias de Santa Fé, Formosa e Chaco, onde existe produção de cana-de-açúcar e mandioca e a condição climática é favorável.
Plaga de langostas llega a Argentina: comen como 350.000 personas
Los voraces insectos provienen de Paraguay y tienen en alerta a los agricultores de la provincia de Formosa.
Los productos amenazados por estos insectos son los cultivos de mandioca, maíz, caña de azúcar. pic.twitter.com/1KDB2VjGHo
— 𝑱𝒐𝒓𝒈𝒆 𝑹𝒂𝒗𝒂𝒏𝒂𝒍𝒆𝒔 𝑨. #QuedateEnCasa (@jravanales) June 19, 2020
Em aproximadamente um quilômetro quadrado podem ter até 40 milhões de insetos, que consomem em um dia pastagens equivalentes ao que 2 mil vacas ou 350 mil pessoas comem, disse o engenheiro agrônomo argentino Héctor Medina à agência Reuters.
#Alerta #Langosta 🦗⚠️#SantaFe
Como habíamos pronosticado, la manga de langostas ingresó a la provincia en el día de hoy y luego de desplazarse casi 140 km se asentó en cercanías de la localidad de Lanteri. pic.twitter.com/YHPHSEN8H5— Senasa Argentina (@SenasaAR) June 18, 2020
No Brasil, já houve surto de gafanhotos em regiões mais quentes e úmidas do país, como o Pará. Em 2017, os insetos passaram por diversos municípios do estado, atacando do lavouras de mandioca, trazendo prejuízos econômicos, além de riscos ao meio ambiente e saúde da população, com o uso indiscriminado de inseticidas e outros defensivos.